quinta-feira, agosto 28, 2008

Super-papai: ajudando a mamãe a lidar com o bebê

Papai

Super-papai: ajudando a mamãe a lidar com o bebê

Não tem jeito. Muita mamãe morre de medo de deixar o nenê nas mãos do desajeitado papai. Não é para menos. Se o pai demonstra total inabilidade no simples contato com o pequeno da família, imagine na hora de enfrentar os momentos de barra pesada, como choro estridente e outros entreveros.

Mesmo que pareça que o papai tenha nascido para assistir jogo de futebol e não a segurar um bebê no colo, ainda assim pode ser um grande ajudante quando a mamãe precisar de um auxílio na hora de cuidar do filho. Entretanto, ele precisará de um empurrãozinho da parte da mamãe.

Pode ser que no início o papai se recuse a olhar o bebê enquanto a mamãe descansa, cozinha ou tem que dar uma saidinha. Geralmente, o pai simplesmente dá uma desculpa esfarrapada para escapar da "hora ruim" de cuidar do filho.

Sabe o que é isso? Receio, medo de não dar conta do recado! Aquele frio na barriga que as mulheres têm assim que recebem o bebê no colo e pensam se vão conseguir cuidar bem do bebê os papais também sentem.

É lógico. Os pais querem abraçar o filhão quando o bebê está limpíssimo, calminho e já cansado de tanto atormentar os outros. Aí é fácil.

A melhor maneira desse friozinho na barriga passar é "treinando" como acontece com a mamãe. Por isso, o incentivo para que o papai ajude desde cedo é o que precisa para que se torne cada dia mais seguro nos cuidados com o bebe.

Papai participativo - A mamãe deve começar chamando o papai para participar de todas as atividades que a mamãe fará com o bebê. Peça para ele ajudar a dar banho nem que seja para pegar o sabonete e colocar na mão da mamãe, segurar a mãozinha do bebê na trocas de fraldas e coloque o bebê para ninar no colo do papai.

A mamãe deve aumentar as responsabilidades do papai aos poucos até que ele se sinta seguro e ela também consiga sem neuras deixar o bebê nas mãos do papai.

O problema é que, na maioria das vezes, a mamãe ao ouvir seu bebê iniciando choro no colo do papai logo assume seu papel de cuidadora e retira o bebê dos braços do papai. Isso acaba sendo ruim, porque o pai tem de acostumar aos problemas também.

Se o papai está fazendo a maior sujeira na hora da papinha, a mamãe fica furiosa com a sujeira e toma a colher do papai. Depois reclamam que eles não ajudam.

Quatro mãos - A mulher precisa pensar se afinal não é ela quem está impedindo a evolução do papai ao posto de nobre ajudante. Se ele nunca conseguir terminar de dar um banho porque a mamãe não deixa, ele sempre se sentirá inútil nos cuidados com o filho e deixará de tentar já que a sua mulher sempre faz tudo.

Se o papai segura de forma desajeitada o bebê no colo, se demora mais de uma hora para trocar a fralda ou se suja o bebê e mais a cozinha na hora de dar comida a mamãe deve deixar a interação entre papai e bebê acontecer e aos poucos dar dicas de como melhorar os cuidados. Nunca passar por cima do que o papai está fazendo e assumir o cuidado.

Cada um tem um jeito e um olhar sobre os cuidados. Mas mamãe e papai têm o mesmo amor e carinho por aquele pequeno ser que alegra todos os dias a vida deles.

 

Dicas

Deixe todos os apetrechos da troca de fralda perto do trocador onde o papai não precise de muitos movimentos para realizar a troca.

Mostre ao papai as características do choro do seu bebê, principalmente o de fome e o de cólica, se o seu filho tiver.

Elogios e incentivo para com o papai é a melhor maneira de fazer com que participe cada dia mais nos cuidados com o bebê.

 

Bruno Rodrigues

 

Data de publicação: 26/08/2008.

domingo, agosto 24, 2008

O idioma do bebê - por Débora Mamber

 
O idioma do bebê  -  Débora Mamber
Quando estamos frente a frente com uma criança, quer seja conhecida nossa ou não, mal percebemos e já modificamos automaticamente a maneira de falar. Alteramos o timbre da voz e nos expressamos de forma infantil e, às vezes, até mesmo embaraçosa. "Quem é meu fofiiiinho?", "Vem cááá coisiiiinha maaaais liiiinda" – frases típicas de adultos encantados com o garoto ou a garota. É um comportamento que se repete em diferentes culturas.

Para alguns especialistas, essa linguagem não tem nada de boba. É como se fosse um manual de instruções para que o bebê adquira a habilidade da fala. Pesquisas realizadas na Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburg, nos Estados Unidos, mostram que os pequenos não apenas preferem a linguagem infantilizada como também aprendem mais rápido com ela.

Uma questão de ritmo
Quando falamos agudo, por exemplo, prendemos a atenção dos pequenos. A entonação exagerada e cantada, alternando sons fortes e suaves, e o esticar das vogais ajudam a criançada a compreender as variações da língua e as separações entre as palavras.

"Grande parte do processo de comunicação se dá no chamado padrão melódico", diz a fonoaudióloga Jacy Perissinoto, da Universidade Federal de São Paulo. Ela ressalta que, com essa melodia, transmitimos também uma grande carga afetiva. Aos poucos, a fala do adulto se amolda às novas habilidades da criança. "É justamente no diálogo que esses ajustes se fazem, em ambas as partes", completa Jacy.