| Mãe: modo de usar por Bruna Demaison Você está no bem bom, quentinho, acolchoado, nem repara que as cores do útero lembram um pouco a Casa da Luz Vermelha. De repente é expelida tal qual um cravo, tem muita gente ao seu redor e é entregue a uma mulher totalmente suada e exausta. Opa, já ouviu essa voz antes! Por que ela está com esse olhar enfeitiçado? O que vai ser de você agora? O primeiro passo é checar em qual categoria você se encaixa: Primogênito – Também conhecido como cobaia, a diferença entre você e a boneca que sua mãe jogou fora quando casou é que, se for esquecida no armário, você morre. Filho do meio – a mãe acha que já tem total domínio da função (afinal, seu irmão/irmã mais velho sobreviveu até aqui) e você vai sofrer na pele a teoria de que mais pessoas batem de carro perto de casa por acharem que o perigo já passou. Caçula – se ela confundir seu nome, releve. É filho demais para os tempos de hoje, sua criação deveria ter sido trabalho da governanta. Filho único – você está perdido. Será o homem da vida dela ou a mulher que ela sonhou ser e desistiu ao amadurecer. Passado isso, deve ter percebido que ela já fez planos para você, e não me refiro só ao quarto rosa onde você foi instalada sem opinar. Ela definiu seu nome (e pode ter usado critérios bastante questionáveis), vai cuidar do seu figurino e gerenciar sua alimentação. Vai enfiar você em um collant, calçar sapatilhas e dizer – dança, filha! Vai te obrigar a dividir brinquedos com crianças detestáveis. É assim mesmo, descubra como tirar o melhor proveito - ela se preparou para isso. Você, não! Em uma primeira fase mães vêm com acessórios que incluem fralda, um paninho onde você pode babar, chupeta para calar a sua boca e mamadeira para quando ela cansar de ser sua refeição. Nessa etapa ela tem a função balanço e vai te sacudir um pouco até deixá-la meio zonza e, portanto, quieta. Aproveite enquanto dura. Com o tempo novos apetrechos vão aparecer: lencinhos de papel para suas lágrimas, cartão de crédito, detector de mentiras e casaco para os dias de sol em que ela jura que vai esfriar. Braços abertos são originais de fábrica, assim como uma quantidade inacreditável de palavras que podem te levar à loucura. Muitos modelos vem com frases prontas: esse cara não presta, aquele outro era um amor, você não está comendo direito, isso não é hora de estar na rua, não sou sócia da Light, você já pensou no que fazer sobre isso, deixa que eu resolvo e a melhor: vai ficar tudo bem. Uma das atribuições das mães é ensinar, mesmo que às vezes você cobre e não veja o diploma que a qualifica para o papel. São boas também como apoio, guarda-costas, secretária, confidente e médica. A função número um é te amar, o que elas fazem com um pé nas costas (e você pode lembrá-la disso quando estiver em maus lençóis, elas tendem a se sentir culpadas diante de qualquer acusação de mau funcionamento). Há um considerável risco de mães causarem dependência ou alergia, mas ambos os casos são tratáveis, ainda que não definitivamente, e perfeitamente compreensíveis. Em caso de superdose existem pai, avó, amigos, cônjuges, outros prédios na cidade e avião. O resto você aprende com os anos: elas são carentes e um pouco psicóticas, você vai ter que dar o braço a torcer, mesmo com tantos planos você vai surpreendê-la. Na verdade vai passar a vida buscando isso e exigindo a cada segundo uma nova prova de amor. Espertamente o comércio vai criar um dia para que você retribua. Seja do contra: não compre nada nesse dia e abrace ela em todos os outros!
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quarta-feira, agosto 13, 2008
Mãe: modo de usar
Existe a pessoa certa?
Não existe uma pessoa certa
Não existe uma pessoa certa para gente...
Existe uma pessoa que, é, na verdade, a pessoa errada!
Porque a pessoa certa faz tudo certinho...
Chega na hora certa...
Fala as coisas certas...
Faz as coisas certas...
Mas, nem sempre a gente está precisando das coisas certas...
Aí, é a hora de procurar a pessoa errada...
A pessoa errada te faz perder a cabeça...
Fazer loucuras...
Perder a hora...
Morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar uns dias sem te procurar...
Para na hora que vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira!
A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa...
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas...
Essa pessoa vai tirar seu sono...
Mas, vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível...
Essa pessoa talvez te magoe...
E, depois te encha de mimos pedindo perdão...
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado...
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você!
O que é certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo...
Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
Não existe uma pessoa certa para gente...
Existe uma pessoa que, é, na verdade, a pessoa errada!
Porque a pessoa certa faz tudo certinho...
Chega na hora certa...
Fala as coisas certas...
Faz as coisas certas...
Mas, nem sempre a gente está precisando das coisas certas...
Aí, é a hora de procurar a pessoa errada...
A pessoa errada te faz perder a cabeça...
Fazer loucuras...
Perder a hora...
Morrer de amor...
A pessoa errada vai ficar uns dias sem te procurar...
Para na hora que vocês se encontrarem, a entrega ser muito mais verdadeira!
A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa...
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas...
Essa pessoa vai tirar seu sono...
Mas, vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível...
Essa pessoa talvez te magoe...
E, depois te encha de mimos pedindo perdão...
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado...
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você!
O que é certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo...
Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
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